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domingo, 19 de setembro de 2010

Eu sou ingrata...


A verdade é que eu sou ingrata. É, ingrata sim. Eu passei 17 anos da minha vida - como se fosse muito tempo - pedindo um príncipe encantado, que fosse alto, bonito, simpático e que não ligasse pras minhas gordurinhas ou cismas ou tpm's ou seja lá qual defeito mais eu tenha. E num belo dia eu acordo, e me sentindo boa o suficiente resolvo ir falar com ele. E falei. A gente saiu e as lacunas de assunto eram preenchidas por beijos sem motivo, meio desajeitados, típicos de quem não se conhece. E eu fui embora, com o coração na boca, a mão suando. Eu parecia mesmo uma adolescente de 17 anos que nunca tinha namorado. Mas eu sou ingrata, eu ja disse. Continuo achando ele alto, bonito e simpático, mas sempre há alguém menos alto, menos bonito e mais simpático. E esse alguém me abraça como se conhecesse meu corpo centímetro por centimetro, e respira no meu ouvido como se soubesse que isso me enlouquece. E me segura pelas costas como quem não quer nada mas ao mesmo tempo daria tudo pra me ter ali. E ele tem. E tá errado. Tá errado porque o príncipe encantado continua me ligando, e me deixando scraps e sempre tem uma mensagem de texto dele no meu celular. E ele é tão perfeito que eu não consigo trocá-lo pelo outro. Mesmo que o outro faça meu coração disparar só de sorrir, faça meu estômago se contorcer só de apoiar a mão no meu ombro, e faça meu corpo se enrigecer tentando manter a postura, enquanto me seguro para nao abraçá-lo, não me aproximar... E as mãos dele continuam em mim, embora os olhos nunca encontrem os meus, embora os pensamentos estejam tão longes que nem sou capaz de alcançar. Mas ele insiste em estar presente em cada pensamento, em cada suspiro e em cada vontade de me suicidar. E me suicido assim, diariamente, enquanto um príncipe ainda luta por aí tentando me salvar de algo que eu não consigo me livrar, ou consiga, apenas não quero.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eu. Você. Nós.


Acho insensível dizer que o velho já não me serve. Aliás, posso dizer que ninguém me serviu tão bem quanto você. Hoje, anos depois, posso ver com clareza o quanto seus pés me guiaram para estradas de paz e tranquilidade, o quanto seu sorriso me teletransportava para paraísos tão seus. E arrisco dizer que você, velho amor, foi o encaixe perfeito do abraço, a batida ideal do meu coração, o catalisador eficaz dos meus instintos. Você fez da criança inocente a mulher que sou, tão armada, tão conciente e tão confiante. Você me fez acreditar que enquanto em meus braços, o mundo era só nosso. E o nosso mundo se construia no olhar, o teu olhar. E insisto em notá-lo pelo efeito que causava em mim, tão proximo, tão quente, tão sincero com a pouca luz daquele quarto. Não vou discutir, as luzes se apagaram de vez e seu olhar sumiu do meu campo de visão. É verdade que somos outros agora, com outras cores, outros perfumes, outros amores. Mas somos o complexo e voraz raio que fomos um dia, apenas enferrujado, guardado, esquecido. Esqueci-me do seu cheiro enquanto outros confundiam meu olfato, esqueci-me dos seus trejeitos me distraindo com outras manias. Esqueci-me do teu nome, endereço e telefone, mas sua presença continua viva como se pudesse me puxar a qualquer momento de volta praquele seu paraíso, que de tão seu e de tão meu um dia se fez nosso.

domingo, 29 de agosto de 2010

Tonight is the night to let it go...


Existem noites que eu prefiro esquecer, como aquela em que fui obrigada a dizer Adeus. Aquela em que eu olhei no fundo dos seus olhos e disse que havia terminado algo que mal havia começado. E existem noites que eu sou obrigada a esquecer, pra não remexer aquela ferida que ainda lateja. E existem noites que servem exatamente pra que você suma da minha mente, enquanto outros olhos, outro abraço, outra voz tentam me decifrar. Tentam entender porque eu sou a única que não morre de amores, não inveja e não considera aquele encontro como uma vitória. E com aquele perfume que não é o seu, vem junto as doses de tequila, o limão com sal, o sorriso que eu forço pra não ser indelicada. Mas não vou ser hipócrita e dizer que enquanto estou ali eu lembro de você. Não lembro. O gosto ardente e forte queima em minha garganta enquanto eu começo a perder o foco. Eu estou sempre ali, parada, pronta, analisando cada traço e cada som, tentando achar algo que me faça ir embora. Mas naquele momento, qualquer coisa se parece melhor que lembrar do seu cheiro. E eu sigo a minha noite, aproveitando enquanto aqueles olhos são tudo o que eu posso ver. E é sempre bom, sempre agradável. O difícil é fazer aquela noite durar outra noite, e outra, e outra... Mas não pense nisso, hoje é a noite em que deixo me levar...

domingo, 22 de agosto de 2010

Único



Não vou mentir...é verdade, ainda reconheço sua voz e sua presença como se nunca tivesse se afastado de mim. Os ruídos do seu carro continuam sem se misturar com os tantos outros que estacionaram aqui em frente de casa. Continua sendo especial e único, continua sendo você. Eu insisto em te encarar procurando os olhos que diversas vezes estiveram tão limpos, tão firmes, tão cheios de confiança. Continuo te olhando querendo te dizer tudo o que eu fiz calar um dia. Talvez seja impossível, mas ainda creio no dia em que meus olhos serão suficientes pra te fazer entender que não existe outro, não existe abraço mais meu que o seu. E no fundo eu sei que é recíproco. Que você sabe que o seu coração e o meu deveriam estar juntos. Você sabe. Ou talvez não. Talvez minhas atitudes e minha vontade de me afastar tenham sido suficientes pra te fazer esquecer. Não o culpo, você tem o direito de ser feliz. Apenas nossas vidas são diferentes, escolhemos caminhos que não se cruzam e agora devemos percorrê-los. Mas também não me culpe se toda vez que eu te olhar eu sentir a mesma coisa e fugir pra outros braços pra me livrar de tudo isso. De fato não fomos feitos um para o outro, mas o destino se encarregou de mudar o fato. Mas não importa, esta escolha já foi feita: siga o seu caminho que seguirei o meu, sabendo que o passado vai ficar gravado em mim, como num antigo filme, onde o mocinho e a mocinha sempre terminam juntos e felizes, como se nada os tirasse do eixo. Só preciso me convencer que dessa vez este papel é dela e não meu...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Give me a break


A ausência tem me feito bem. Em especial a sua ausência. A distância de todos os seus dramas, suas dúvidas, suas incertezas. Sabe, se fosse em outra época eu provavelmente sairia correndo, chorando, implorando e talvez até procurando você em outras vozes, outros corpos. Mas eu estou aprendendo a lidar. Aprendendo a aumentar o meu espaço e construir planos que não envolvam você. Essa é a MINHA vida, são as MINHAS escolhas, os MEUS medos - e posso te dizer que dentre eles, a ausência não mais se encontra. Deixou de ser medo, virou necessidade. Mesmo assim eu continuo sendo a mulher que não pensa pra falar, muito menos pra agir. A mulher que ri quando não pode e fala o que não deve. Mesmo não sendo previsível, é fácil apostar que eu vou ter recaídas e vou acordar de noite procurando seus braços, seu abraço. Vou te ligar pra ouvir sua voz e desligar sem ao menos emitir um som. Mas acredite, eu estou melhorando, me curando. E é impossível curar uma ferida sem tirar o objeto cortante que a causou, irremediavelmente você tem que sair dalí. A sua ausência está te expulsando aos poucos daqui. Ausência daquele tipo que te ensina, que você é obrigado a conviver para sempre. Eu me acostumei com a sua, agora acostume-se com a minha, o meu lugar já não é por aqui...Adeus.

sábado, 3 de julho de 2010

Desabafo


Que ironia não? Aquela mesma pessoa que um mês atrás queria voltar, dizia sentir minha falta e me convencia que das suas escolhas eu havia sido a mais correta. Aquela pessoa que vezes me fez querer voltar atrás, renunciar toda a minha liberdade e o meu espaço por seus braços, seu coração. E hoje eu vejo os mesmos braços, a mesma alegria indo em direção oposta, contrária àquela onde eu me encontro. E me encontro ali, MAIS UMA VEZ, querendo correr de volta, provar pra mim mesma que o meu lugar é com ele, mesmo que eu saiba que as coisas mudaram, que ele mudou. Mas eu quero, eu faço questão de me machucar. De encarar as ceninhas talvez nem tão verdadeiras que ele insiste em me fazer presenciar. São telefonemas, e-mails, mensagens que não há a menor necessidade de chegar ao meu conhecimento. Talvez eu precise mesmo é aprender que quem escolhe muito fica com o pouco. Aprender que nao existe pessoa perfeita e que príncipe encantado ainda tá preso nas folhas daquele velho livro empoeirado debaixo da minha cama. E aprender que mesmo encarando sempre como um joguinho, nem sempre eu vou ganhar, e que por ser meu não o torna menos perigoso. Talvez não seja só o costume de tê-lo por perto, de saber que ele estará ali me esperando, me suportando, me acalmando... talvez seja amor. Amor esse que como sempre só se percebe a existência quando se perde. Então parabéns: você ganhou...e eu perdi.

domingo, 13 de junho de 2010

Três


Nunca foi tão difícil acreditar nas suas palavras... Principalmente nessas três que você insiste em dizer e repetir. É verdade que quando você tá assim, tão perto e tão disposto, é quase impossível não acreditar, não ceder. É tentador não sair correndo e dizer que sim, eu quero voltar, mas você vai contra todos os meus princípios, meus valores. Eu vivo de verdades e você tem sido uma mentira muito bem contada que inclusive me pegou direitinho. Caí. Fazer o que? coração e razão não costumam andar muito perto um do outro mesmo. Apesar de tudo, não vou seguir seu exemplo e mentir, sou mulher o suficiente pra admitir que você quase me faz acreditar. Não é a primeira vez que me diz isso... mas eu já te alertei pra tomar cuidado com o que fala. Você me confunde. Não sei se faz parte do seu joguinho ou se você é tão sincero quanto soa ser. Mas embora eu queira acreditar, eu não consigo. O que você me pede tem andado numa linha muito perto do abismo, e eu não quero correr o risco. Seja homem pelo menos uma vez na vida e não me faça arriscar, talvez eu não suporte mais uma queda mesmo com suas palavras dando voltas e voltas pela minha mente e meu estômago...
"Confie em mim"

sábado, 12 de junho de 2010

logo eu que sempre fui assim...


Pra mim sempre foi muito fácil expressar minhas opiniões e desejos. Falar o que me vem à cabeça faz parte da minha personalidade, personalidade essa que não me permite tolerar mentiras. Mas logo eu que sempre detestei e condenei essa tal de falsidade me vejo hoje aqui, querendo te dizer coisas que sei que vão te machucar. Palavras que vão passar como um furacão por você e talvez te deixem desnorteado. Chega a ser difícil pensar que por tempos você foi meu lar e meu ponto de equilíbrio. Me trouxe paz e me escutou quando minhas crises de loucura eram tantas. Mas sabe, eu tô me sentindo hipócrita. Já não posso mais olhar nos seus olhos e fingir que eles não me remetem a outros olhos. Que suas palavras não soam tão vazias como o nada. Não posso. Me desculpe, mas não faz meu tipo agir assim. Eu tentei por dias crer ser apenas uma fase, que o tempo me faria voltar pra você. Mas sabe, não tá acontecendo e eu to aqui sem saber o que fazer. Procurei vocábulos e formas que soassem não tão devastadores, talvez mais suaves, mas eufemismo nunca foi meu forte. Me desculpe se eu não tenho sido o que você esperava, mas não sei demonstrar o que eu não sinto. Dizer o que não penso. Me desculpe... mas eu não amo mais você.

domingo, 6 de junho de 2010

foi você, e mais ninguém...


Foi-se o tempo em que meias verdades, meias promessas e meios beijos me prendiam. Eu sei que relacionamentos pela metade, raspas e restos já não me atraem. Eu sei que você fez parte da minha vida e deixou nela marcas que nenhum outro cara vai apagar. São como tatuagens, não importa quantos outros desenhos você faça em cima do antigo na tentativa de apagá-lo, você sempre lembrará que embaixo deles, havia aquele. Aquele que foi o primeiro, aquele que te apresentou as famosas borboletas no estômago. É verdade que você levou um pouco de mim com você, junto com todas as cartas e as lembranças. E de algum modo você ficou aqui. Em cada canto e cada foto. E apesar da imaturidade e da falta de experiência ter nos desgastado e nos levado em direções diferentes, eu sei que você está ali, na essência de cada pensamento. E está intacto, livre de todas as brigas e desconfianças que vieram com seus sucessores. E apesar de ter durado aqueles poucos dias ou meses, a verdade estava impressa em cada olhar e palavra. E sabe, dentre todas as coisas, você me ensinou o valor do real e do verdadeiro. Eu devo isso a você, então, seja lá aonde esteja, eu mal posso esperar que nossos caminhos se cruzem novamente, por acaso ou por destino, mas se cruzem...

sábado, 29 de maio de 2010

sim, é pra você...


Até que ponto eu consigo? Até quando eu terei condições de levar isso adiante, ignorando todos os sinais, as noites mal dormidas e o medo das suas palavras quando diz precisar conversar. Você diz que me ama, que nunca ninguém olhará para mim com os mesmos olhos que você. Você faz mil promessas e chega tão perto que eu posso sentir seu coração. E ele bate num ritmo que eu ainda não conhecia. Você consegue olhar nos meus olhos, mesmo sabendo que eu posso e eu vou te machucar. Você não se importa com isso. Você me segura, como se pudesse conter todos os meus ataques de loucura, todo o meu potencial de simplesmente te levar pro mesmo poço sem fundo que eu já estive. E você não entende. Você não entende o meu cuidado, a minha preocupação e a minha força pra me manter no lugar, mesmo com zilhões de forças me empurrando em sua direção. Você não entende. Eu me conheço o suficiente pra saber que eu não vou te fazer feliz, você é bom demais pra mim, com todos os seus defeitos, sua complexidade e sua vontade de ME fazer bem. E você não pode. Por mais que eu queira, eu não posso deixar você entrar, ocupar seu espaço e tirar esses pés, que insisto em fazer pesar, do chão, do local seguro. Confie em mim, você não quer conhecer o tal poço, então faça de tudo, só prometa não sei apaixonar.

terça-feira, 25 de maio de 2010

E agora?


Talvez seja besteira minha, mas você me assusta. O seu jeito de andar em minha direção com um sorriso no rosto, sem pedras na mão e com os braços abertos pra encaixar na minha cintura. Você parece tão seguro do que faz e do que sente, que confesso que me arrepia até o último pêlo do braço. Seu timbre de voz, sua confiança, sua verdade que eu insisto em acreditar não ser tão verdade assim me tira do eixo, me dá tontura. Seus olhos que se fixam nos meus e me fazem querer imortalizar aquele momento, e se fosse pra morrer, morreria ali, perdida naquela cor que eu ainda não sei descrever. E quanto mais eu olho, menos consigo decifrar aquele extasy, aquela sensação. E não me importa quantas vezes eu diga à mim mesma que eu sei sair dalí, eu tenho que ser verdadeira, eu devo isso à mim mesma, eu não sei. É como se sua voz tivesse sido equalizada exatamente no timbre que gosto de ouvir e seu calor exatamente na temperatura confortável pra que eu não mais sentisse frio. Mesmo assim, eu não sei onde eu estou me metendo e de fato tenho medo de não ter volta. Eu fui acostumada a praticar o desapego, a não me machucar já que irremediavelmente as pessoas me feririam. Mas você pegou todas as minhas armas e as minhas guardas e as jogou pra longe, tanto que saíram do meu campo de visão. E eu tô aqui agora, sem ter com o que me defender e tão assustada que mal posso continuar. Mas sabe, você tá virando a esquina e dentro de alguns minutos seus braços vão me envolver novamente e sua voz vai me fazer esquecer qualquer outro ruído, inclusive essa vozinha que insiste em me dizer pra não avançar. E sabe, isso soa perfeitamente adequado pra mim...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Jamais


Eu quero que você saiba que a culpa não é sua. Eu não deveria nem ao menos ter começado, ter pego essa estrada. Eu achava que sabia onde ela iria dar, e cada pedra em seu caminho eu quis crer que poderia pular. Mas eu não tinha noção de quem encontraria por essas terras e quem eu poderia machucar. Você fez tudo o que qualquer garota poderia querer, tudo o que um dia eu sonhei. A gente tinha a química e a conversa, o silêncio e a bagunça que eu precisava. Mas eu sei que não posso te fazer feliz se eu não estiver feliz. E acredite em mim, por favor, você me faz um bem indescritível e inabalável enquanto está comigo, mas quando você vira as costas meu mundo volta a ser raso como um açude na seca. E eu não posso viver assim, eu preciso enchê-lo novamente, preciso me certificar de que ele não se esvaziará. E eu te amo o suficiente pra querer te ver feliz, mesmo que isso implique em deixar você ir, em pedir que vá. Pegue suas chaves, seu carro e corra. Corra pra bem longe, onde eu não possa te encontrar, tudo parece tão errado que eu não quero correr o risco de voltar atrás.Eu sei que vai doer, dói em mim também, a ponto de pensar em desistir, em correr pros seus braços e me afundar no seu moletom. Mas eu preciso ser forte, eu preciso dizer adeus. Eu sei que não tenho o direito de pedir, mas mesmo que eu me torne apenas uma lembrança, não me esqueça. Eu jamais te esquecerei...

sábado, 8 de maio de 2010

Tenho Medo...


Eu havia prometido à mim mesma que daria um tempo, que teria alguns meses só pra mim, sem ninguém que não saísse da minha cabeça. Eu juro que realmente tinha essa intenção e estava disposta a seguir em frente. Mas aí você apareceu e eu soube que não conseguiria. É verdade, eu não sei nada sobre você, a não ser o cheiro do seu perfume que insiste em me rodear. Eu não sei nada sobre seu passado e nem sobre seu presente, a não ser o brilho dos seus olhos quando olha pra mim. Eu não te conheço mas confio em você como se você fosse capaz de me defender do maior perigo. E isso me assusta. Eu tenho medo de não saber o que fazer ou como lidar com toda a situação. Eu tenho medo de gostar de você e muito mais medo de você gostar de mim. Eu sou diferente daquelas que você está acostumado e não me tornarei uma delas. E eu sei que você vai ter que aprender a lidar comigo, a estar comigo. Mas apesar de tudo, eu não sei fazer as coisas pela metade, eu sou por inteiro. E é por isso que o que mais me assusta é a possibilidade de que isso seja verdade... e você apenas uma mentira.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eu quero...


Essa coisa de príncipe encantado, de noites mágicas e vestidos rodados nunca me fez sonhar. O glamour e o reluzente sempre estiveram, para mim, muito distante de todos os contos de fada. Eu mesma, nunca quis ser princesa, nunca fui de esperar que um belo homem lutasse por mim e me salvasse de perigos. Eu não tenho pele de boneca e nem sou tao inocente quanto uma. De fato, não faz meu tipo. Eu sempre gostei da realidade, do extremo e do confuso. Eu quero mesmo é entrar na sua cabeça, é fazer você pirar. Eu não quero um romance utópico nem promessas que não podem se cumprir. Eu quero o real, o tocável, o de verdade. Eu estou aqui pra você, mas já te aviso que eu não sou a menininha que vai correr atrás e te implorar por atenção, já passei dessa fase. Eu quero mesmo é estragar suas noites de sono, é bagunçar todas as suas convicções. Eu quero passar como um furacão, deixar marcas que você não vai esquecer. Eu quero te fazer rir e abaixar todas as armas que você faz questão de manter carregadas. Eu quero e eu vou! Afinal, o lado bom de não ser a princesinha é que ninguém espera que no final eu faça tudo certo. Eu não quero o certo, ou talvez queira. Depende do que meu coração me disser. E eu quero o que ele quiser.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Correntes


Tem sido muito fácil não pensar em você. Jogar suas coisas fora e apagar todas as lembranças foi bem menos difícil do que imaginei. Chega a ser agradável essa sensação, a liberdade que sua ausência me deixou. Chega a ser constrangedor como consigo olhar nos seus olhos e não ver mais nada. E o mais estranho é que só me dei conta disso hoje, quando acordei e você não estava ao meu lado. Em compensação a cama era tão grande que havia lugar para todos os meus sonhos. O levantar foi ainda mais leve, mais solto, sem suas correntes para me atrasar. Os passos então, cada vez mais largos e rápidos, e dessa vez dados por minha própria vontade e capacidade. Não havia mais suas mãos pra me segurar, seu sorriso pra me hipnotizar. Mas esse negócio de hipnose de fato não me faz falta. Tenho preferido ver as coisas racionalmente, chega de ser irresponsável a ponto de me dar o direito de me machucar outra vez. Entregar tudo ao coração não é uma boa idéia. Além de burro, ele deve gostar de umas pingas. hahaha Veja só, até rir sem você tem sido mais espontâneo. Eu demorei muito tempo pra tomar coragem, pra perceber que chega num certo ponto que o melhor é caminhar sozinha, é aprender sozinha, é viver sozinha. E depois que eu experimentei essa liberdade, essa vontade de voar, eu não quero voltar atrás. Você não vale a pena e eu, ah... eu quero mais é agarrar tudo o que é novo e me encontrar novamente. Longe, bem longe do seu controle.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Não nasci pra ser reserva.


Eu definitivamente não nasci pra ser reserva. Não consigo mais fingir que tudo está bem, que eu não ligo pra sua liberdade e que não me incomoda você me excluir do seu mundinho e me procurar quando está carente. Sabe, eu não sei tocar você sem tocar seu coração, eu não sei te beijar e não fazer parte da sua vida, eu não sei estar com você sem pensar que a gente tem futuro. Eu sinto muito, mas não vou mais desperdiçar meus sábados a noite esperando sua ligação, muito menos vou passar meu domingo esperando que você explique por que você não deu notícias. Eu não vou cansar meu pé no salto te esperando aqui no hall, não vou borrar minha maquiagem quando você aparecer com cheiro de outra. Eu não vou mais estar disponível. Se o seu jogo é esse, me desculpe, mas eu não quero jogar. Eu sou muito mais que isso, e eu sei o meu valor. Eu sou menina o suficiente pra te fazer rir e ocupar suas noites, mas eu sou mulher pra te fazer sentir falta e querer voltar. Então vai, pode ir. Quando todas elas se cansarem da sua conversinha e do seu carro, eu estarei aqui, não por vingança, mas porque eu te amo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Recomeço

Hoje eu acordei sem o sorriso no rosto, sem o brilho na pele, sem a magia no olhar. Acordei porque precisava e porque o sono já não me prendia mais. Acordei sabendo que havia perdido uma batalha. Acordei e vi no espelho alguém que eu não conseguia reconhecer. Apesar do cabelo de sempre, do cheiro de sempre, os olhos inchados e a cor pálida escondiam quem eu era. A voz rouca e os soluços impediam até que meus sons fossem os mesmos. Simplesmene não era eu. Você se foi e levou com você quem eu sempre fui. Você levou meu brilho, meu sorriso e provocou tantas lágrimas que minha vista embaça até tal momento.
Mas eu sabia que precisava continuar, que havia muita coisa do outro lado daquelas paredes. Eu lavei meu rosto, olhei no espelho e mesmo assim ainda não reconhecia aquela imagem. E os dias foram se passando, e a cada manhã eu me recompunha, lavava meu rosto e tentava enxergar quem um dia eu tinha sido.
Certos dias eu conseguia até ver um deslumbre, uma sombra, um vestiígio de mim. Mas foi então que eu me dei conta de que eu nunca seria a mesma. Que toda decisão acarreta em consequências e deixa cicatrizes. Cicatrizes essas que só eu sou capaz de notar. Percebi então que aquilo não era um fim, mas sim um recomeço:tinha muito trabalho a fazer, reconstruir um coração, uma alma, uma vida. Sem esquecer que o que passou estará sempre gravado em mim, onde ninguém jamais será capaz de tocar.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Não se encaixa mais!


Não, eu não queria admitir. Juro, rolei pela cama durante vários minutos antes de me dar conta de que se não viesse registrar o que estou sentindo, não conseguiria dormir. Você me pegou de surpresa hoje, com a guarda baixa. Tinha a certeza de que já estava imune, já havia esquecido seu cheiro, sua voz. Mas me precipitei. Seu toque promoveu o mesmo choque elétrico, a mesma serotonina de sempre. E eu encontrei seu olhar que gritava que sentia o mesmo. Mas não, não vamos ter mais nada. Apesar de tudo, a certeza de que um pouquinho de mim estará sempre com você e um pouquinho de você sempre estará aqui comigo deixou sua fragrância no ar. Foram ótimos os dias que tive ao seu lado, saiba disso! Mas as pessoas mudam e eu mudei. Mudei por mim, mudei porque tudo aquilo já não me servia mais. É burrice viver o passado, remoer machucados. Eu te amei e eu te amo. Mas você simplesmente não se encaixa mais na minha vida!