terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nothing Lasts Forever


Eu ainda não entendo a facilidade que você teve pra virar as costas e caminhar sem ao menos olhar pra trás. Eu não entendo como você conseguiu desfazer todas as promessas que me fez nos últimos meses e simplesmente ir embora. Mas, como a mulher de fases que sou, sei que esta é apenas mais uma... uma que vai demorar pra passar. E sabe, nada dura pra sempre. Nem o meu amor por você e muito menos essa dor que sinceramente tá me matando. Você não foi o primeiro que dividiu comigo as estrelas que o céu pintava na minha janela, mas foi nelas que eu enxerguei o seu nome outro dia... Apesar de tudo eu não vou desistir de mim mais uma vez... você me ensinou que a única pessoa que pode me fazer feliz sou eu mesma. Você não desistiu de mim quando eu já havia desistido, e só isso já paga todas as lágrimas que estão molhando o teclado agora. Aprendi também que quando a gente ama a gente tem que deixar livre... então vai meu amor, mas por favor volta!

----------

Desenho por Rafael Becerra.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

É ele


Ei você. Eu sei que você me vê sair de casa todos os dias e me encara enquanto espero meu ônibus na rua de baixo. Eu sei que você sai 10 minutos antes do trabalho pra ver se me encontra na volta para casa. E se me vê do outro lado da rua você atravessa na tentativa de chamar minha atenção. E sabe, você conseguiu. Eu admiro a paciência que você tem de analisar cada traço da minha fisionomia. Eu acho lindo o respeito e o cuidado que você tem com as palavras quando se refere a mim. Eu sinto sua respiração no ritmo da minha quando vem me cumprimentar. Eu percebo os seus olhos em mim mesmo quando estou longe e distraída. E o melhor de tudo é que você me conhece melhor do que ninguém. E me entende melhor do que ninguém. E me trata melhor do que ninguém. E além de tudo você sempre foi meu companheiro, confidente, amigo. Talvez você tivesse razão quando me ligou semana passada, dizendo que podíamos ser mais juntos. Podíamos ser o melhor de nós dois. Eu acho que eu sempre soube e você também. Nossas vidas foram feitas uma para a outra, nossas características moldadas para os defeitos um do outro. O seu corpo é o encaixe perfeito do meu, com a estrutura exata pra suportar os tantos pesos que trago comigo. Eu tentei esconder de mim mesma, por anos, o quanto as minhas imperfeições fazem das suas insignificantes. O quanto somos tão desajeitados separados, mas imbatíveis juntos. Mas está na hora de enfrentar, de aceitar. Talvez seja verdade que eu amo o seu sorriso, o seu andar, o seu jeito despreocupado de contar o que fez durante o dia. Inevitavelmente, eu sou apaixonada pela pessoa que você se tornou na minha vida, apaixonada por você.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Adeus


Eu digo Adeus. Vou-me indo por aí, sem caminho, sem destino. Quero correr todos os campos floridos que encontrar, nadar em todos os oceanos que eu puder. Deixa eu tomar esse banho de chuva, rolar na grama como uma criança. Deixa, deixa eu ser... Deixa eu ser inconsequente e imatura só mais uma vez...enquanto é tempo. Vou viajar, conhecer países e lugares que eu nunca vou esquecer, vou falar com gente estranha e fazer amigos na fila do pão. Quero pular de paraquedas e mergulhar nas Ilhas do Caribe. Deixa eu viver, deixa eu viver. Eu tenho pressa, pressa de sentir o vento no meu cabelo, de sentir as gotas no meu rosto. Eu tenho pressa de respirar esse ar que oxigena o meu sangue e me traz a vida. Deixa eu ir, sem data marcada pra retornar, sem passagem pra voltar. Deixa eu ir, deixa eu ser, deixa eu viver, deixa eu procurar... e diga a todos, que só volto quando me encontrar.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desejaria mil vezes que sua mãe tivesse tido dor de cabeça naquele dia. Ela não teve, você nasceu. E o pior, me conheceu. Esbarrou em mim e derrubou todos os meus livros, bagunçando todas minhas folhas e depois, toda minha mente. Desculpe a rima, mas não consigo evitar, tudo que eu escrevo sobre você acaba virando poesia. E você não merece ser na minha vida, nem aquela frase que digo toda vez que chuto o dedinho na quina da cama. Você é um idiota, que não tem nada na cabeça e no coração. E o problema é justamente esse, eu sempre achei que poderia completar esse vazio. Eu não sou o suficiente, sou mais que isso. Eu sobro. E essa parte que sobra dói toda vez que você diz que não tem certeza. Decorei suas palavras, mas nunca as entendi.

Desisto de te deixar explicar, sua vez acabou.


(Desconheço Autoria)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

...


E o meu maior medo era te ver assim, tão entregue, tão disposto, tão presente mesmo com todo o seu passado. Me assustava te ver querendo me fazer bem, querendo apagar de mim tudo o que me fez ser o que eu sou hoje, tão desconfiada, tão inacessível. Talvez você também tivesse medo, medo das minhas reações, medo dos meus medos. E mesmo assim queria estar comigo, apenas estar comigo, sem cobranças, sem clichês, sem rótulos. Você não precisava de uma aliança no dedo nem mesmo sair por aí dizendo que eu era sua e só sua, pra você bastava que eu fosse sua enquanto estivesse com você. E eu não vou negar que eu gosto de você, gosto sim. Mas por gostar não vou me permitir entrar nessa falta de compromisso. É verdade que eu andei meio sem rumo ultimamente, estive em muitos abraços e dormi várias vezes pensando em outros, mas eu continuo aqui, debaixo de toda essa proteção. Continuo a mesma menina que não consegue te beijar e esconder, que se controla pra não gritar pro mundo que meu lugar é do seu lado. Mas maior que o medo que eu tenho de te ver assim, é o medo que eu tenho de me ver aqui, sabendo que você vai ler esse texto e vai achar que é hipocrisia. Me desculpe se eu não sou tão transparente quanto você gostaria, me desculpe se o meu medo é maior que a minha capacidade de correr até você, me desculpe...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Não jogo mais.


Eu preciso aprender que beijos não são compromissos. Que palavras nem sempre são tão verdadeiras quanto parecem ou quanto eu desejo que sejam. Que mentiras são ditas frequentemente e atingem você quando você menos espera. E quer saber, nem tudo é tão real quanto parece. Eu cresci tentando ser forte o suficiente por mim e pelas pessoas ao meu redor. Eu sempre fui aquela que nunca deixa transparecer quando está mal. Mas eu conheço muito bem os lugares mais escuros que você pode imaginar, eu já estive lá. E sim, é real. É tão real que às vezes eu continuo me sentindo tão perto que choro de medo de retornar. E é um medo que me consome e me apavora. Me apavora porque daquele lugar ninguém pode me tirar. É algo que eu tenho que querer fazer, só eu. E é por isso que eu tento não acreditar em você. Não levar a sério seus beijos, suas palavras e suas mentiras. Mas infelizmente eu não sei fingir. Eu não sei jogar esse seu joguinho que tanto te diverte. Eu ainda acredito em mim, e no potencial que eu tenho de te fazer mal e te fazer bem. E você sabe o quanto me tira do chão, o quanto me faz segurar a respiração. Não vou mentir. É verdade. Eu sempre joguei com você, conheço suas regras e seus truques. Eu pratiquei a vida inteira a aterrissar com meus próprios pés, a te manter no ataque mas nao me machucar, mas esse movimento de se apaixonar ainda insiste em me fazer cair, e aí já era. Porque você ofusca a minha visão, você confunde os meus pensamentos. E colocar o coração pra jogar com você é injusto, é imaturo, é irresponsável.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Passado


Não vou negar o meu passado e todos os erros e consequências que ele carrega. São tantos, são muitas. Eles me afetam e me consomem até hoje e construiram quem eu sou, com toda culpa, toda carência e todo medo. E por conhecer esse filme, insisto em colocar na sua mão essa corda que eu puxo com tanta garra e faço você segurar tão firme que mesmo se quisesse não soltaria. E eu te arrasto com todas as forças que ainda me restam, numa tentativa frustrada de te tirar desse pesadelo que só você não enxergou o fim. E essa corda me sufoca e me dilacera a cada passo, cada movimento. Tá ficando pesado. Não suporto o peso que você traz consigo. É demais pra mim. Eu não aguento te ver segurando esta corda com uma mão, sendo que a outra agarra um passado remoto e distante, um passado que vc insiste em fazer ser seu presente. Tô aprendendo que não basta apenas eu querer te ajudar, querer ser seu alicerce e sua segurança. É preciso que você se disponha, se entregue, chore, grite, esperneie, mas olhe pra mim. Mantenha seus olhos nos meus e não deixe que nada te faça olhar pra trás. Mas você não o faz. E por isso eu preciso desistir. Preciso desistir porque se eu não te soltar agora, vamos os dois praquele lugar sombrio de novo. E eu não tenho condições de ir pra lá novamente, não conseguiria voltar. Por isso eu tô soltando a corda. Pronto. Ela tá amarrada no meu pulso, mas você não mais a segura. Eu continuo aqui, presente, assistindo a sua vida de fora, acompanhando cada lágrima que você ainda derrama. Agora sente, feche os olhos, escute o silêncio que você provocou. Sinta a minha ausência e a falta do calor por perto. Você escolheu este lugar, não vou te obrigar a sair. Mas a corda continua aí, são apenas dois passos pra que você a alcance. Eu continuarei aqui, durante toda a minha vida. Quando você desistir de ser triste, apenas segure-a, e eu estarei do outro lado, pronta pra te ajudar a caminhar. E estarei firme, com o mesmo abraço de sempre, com a mesma voz que você procurava no telefone, com o mesmo perfume que vezes você tentou gravar o cheiro. Estarei aqui. São dois passos. Apenas dois passos.

sábado, 25 de setembro de 2010

'Vem me buscar, me leva pra longe daqui. No caminho de lugar nenhum eu te explico sobre minha fuga e os motivos de eu decidir voltar. Eu desisto de desistir de você. Sei que eu não posso querer você só de vez em quando, nem fazer você esperar eu me apaixonar. Só fica mais um pouco. É da sua companhia que eu preciso pra respirar agora. Não precisa dizer nada.'

Verônica Heiss

domingo, 19 de setembro de 2010

Eu sou ingrata...


A verdade é que eu sou ingrata. É, ingrata sim. Eu passei 17 anos da minha vida - como se fosse muito tempo - pedindo um príncipe encantado, que fosse alto, bonito, simpático e que não ligasse pras minhas gordurinhas ou cismas ou tpm's ou seja lá qual defeito mais eu tenha. E num belo dia eu acordo, e me sentindo boa o suficiente resolvo ir falar com ele. E falei. A gente saiu e as lacunas de assunto eram preenchidas por beijos sem motivo, meio desajeitados, típicos de quem não se conhece. E eu fui embora, com o coração na boca, a mão suando. Eu parecia mesmo uma adolescente de 17 anos que nunca tinha namorado. Mas eu sou ingrata, eu ja disse. Continuo achando ele alto, bonito e simpático, mas sempre há alguém menos alto, menos bonito e mais simpático. E esse alguém me abraça como se conhecesse meu corpo centímetro por centimetro, e respira no meu ouvido como se soubesse que isso me enlouquece. E me segura pelas costas como quem não quer nada mas ao mesmo tempo daria tudo pra me ter ali. E ele tem. E tá errado. Tá errado porque o príncipe encantado continua me ligando, e me deixando scraps e sempre tem uma mensagem de texto dele no meu celular. E ele é tão perfeito que eu não consigo trocá-lo pelo outro. Mesmo que o outro faça meu coração disparar só de sorrir, faça meu estômago se contorcer só de apoiar a mão no meu ombro, e faça meu corpo se enrigecer tentando manter a postura, enquanto me seguro para nao abraçá-lo, não me aproximar... E as mãos dele continuam em mim, embora os olhos nunca encontrem os meus, embora os pensamentos estejam tão longes que nem sou capaz de alcançar. Mas ele insiste em estar presente em cada pensamento, em cada suspiro e em cada vontade de me suicidar. E me suicido assim, diariamente, enquanto um príncipe ainda luta por aí tentando me salvar de algo que eu não consigo me livrar, ou consiga, apenas não quero.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eu. Você. Nós.


Acho insensível dizer que o velho já não me serve. Aliás, posso dizer que ninguém me serviu tão bem quanto você. Hoje, anos depois, posso ver com clareza o quanto seus pés me guiaram para estradas de paz e tranquilidade, o quanto seu sorriso me teletransportava para paraísos tão seus. E arrisco dizer que você, velho amor, foi o encaixe perfeito do abraço, a batida ideal do meu coração, o catalisador eficaz dos meus instintos. Você fez da criança inocente a mulher que sou, tão armada, tão conciente e tão confiante. Você me fez acreditar que enquanto em meus braços, o mundo era só nosso. E o nosso mundo se construia no olhar, o teu olhar. E insisto em notá-lo pelo efeito que causava em mim, tão proximo, tão quente, tão sincero com a pouca luz daquele quarto. Não vou discutir, as luzes se apagaram de vez e seu olhar sumiu do meu campo de visão. É verdade que somos outros agora, com outras cores, outros perfumes, outros amores. Mas somos o complexo e voraz raio que fomos um dia, apenas enferrujado, guardado, esquecido. Esqueci-me do seu cheiro enquanto outros confundiam meu olfato, esqueci-me dos seus trejeitos me distraindo com outras manias. Esqueci-me do teu nome, endereço e telefone, mas sua presença continua viva como se pudesse me puxar a qualquer momento de volta praquele seu paraíso, que de tão seu e de tão meu um dia se fez nosso.