domingo, 25 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Sem nome
São seus braços, são deles que eu sinto falta. Do cheiro do seu moletom velho, do jeito que ele caia sobre os seus ombros. Do aperto do abraço que me sufocava, mas me mantinha ali. Do modo com que você apoiava o queixo na minha testa e olhava pro nada procurando o tudo. O tudo que se resumia em nós dois. Da respiração baixa que eu mal conseguia ouvir enquanto o batuque do coração quase me ensurdecia. Dos seus dedos que insistiam em entrelaçar cada fio de cabelo que alcançavam. Do contraste da sua pele com a minha. Saudades de ter o seu rosto como a primeira imagem da manhã. Do seu sorriso causando o meu primeiro riso do dia. De fechar os olhos, abrir e você continuar ali, dormindo a centímetros de mim. De levar um susto quando você me abraçava enquanto eu fazia o café... Não há como negar que eu sinto falta da simplicidade que a gente resolveu complicar, do essencial que a gente deixou em segundo plano. De tudo o que a gente fez questão de não se importar, de apagar, de esquecer... Eu esqueci o seu nome, eu esqueci o seu endereço. Você ficou perdido no meio de tantos outros na minha memória. Mas eu me lembro de tudo o que você me fez sentir, de todos os seus toques e seus aromas. E você está gravado na minha mente, no meu coração que não para de bater. E ele bate e bate e implora: Quem é você?
domingo, 28 de agosto de 2011
Você se lembra?
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Notice.
terça-feira, 26 de julho de 2011

Ei você aí que tá entrando na minha vida: não repara a bagunça! Não é que eu seja desorganizada assim, foram tempos difíceis. Não é que eu não goste do sol e mantenha as janelas fechadas, só preferi me esconder um pouco...chorar, arder. Não repara nesses Caio Fernando Abreu no chão não, pode empurrar e sentar onde quiser. Eu estou aqui varrendo a casa, mas acho que tenho tempo pra conversar, então fale. Você curte Adele? Se importa se eu deixar bem alto? Faz bem pro coração sabe? Não, pela primeira vez não estou falando de amor, estou falando da ausência dele. Ah, você sabe o que é isso, eu sei que sabe. Aposto que aí dentro está tão bagunçado quanto aqui. Previsível. Sabe o que é? Muitos ventos passaram por aqui ultimamente, derrubaram, quebraram, me jogaram no chão. Meses se passaram até eu conseguir abrir aquela janela ali e poder respirar. Aliás, você se importa em afastar a cortina? Tá ficando abafado aqui dentro. Obrigada. Não, ainda não passou, eu ainda sinto a brisa que sopra do leste. Mas é que eu aprendi que pra qualquer mudança, é necessário o primeiro passo. E eu to dando, tá vendo? Vamos, levante, me ajude a limpar isso aqui. Vou pendurar os quadros, arrumar as almofadas, empilhar os livros. Quem sabe no meio dessa zona eu encontre uma razão pra isso tudo. Se não achar, a gente inventa, a gente cria sonhos e corre atrás deles. A gente dá um jeito, a gente dá...
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Dois polos que me prendem...

Entrei no ônibus procurando meu lugar. Poltrona 19. Achei. Uma vez sentada, é hora de me preparar pras 5 horas que me esperavam na companhia da paisagem do meu lado direito. Sempre preferi sentar na janela, olhar a vista e não precisar conversar com quem sentasse do meu lado. Viagens, pra mim, sempre foram mais que percorrer vários quilômetros, mais que uma rotina que agora faz parte da minha vida. Viagens são viagens, e implicam no tanto de pensamentos que resolvem subir no ônibus comigo e tomar conta de mim durante todo o percurso. E dessa vez não foi diferente. Duas malas gigantes no bagageiro, notebook na bolsa, os fones no ouvido e um aperto no coração. Músicas com tantas histórias, frases com tanto sentido. Lembranças que eu carreguei comigo 6 meses atrás quando deixei minha cidade pra me aventurar a 350km de distância. Lembranças que agora martelam no meu coração pra voltar. Eu cheguei numa cidade nova, deixando toda a minha vida para trás. E construi outra, com todo o cuidado que devia. Deixar essa vida pra me lembrar que existiu outra antes dela nunca foi tão difícil. A noite começa a chegar, as árvores começam a ficar turvas na minha janela. Milhares de pessoas que me esperam, e esperam que eu diga que me arrependo, que quero voltar. Mas não. Eu construi uma vida onde o acaso me deu oportunidade. E aproveitei, e curti, e agora deixei. Opa, o céu já está negro, todo pintado de estrelas. Eu começo a ver pequenas luzes brilharem lá no fundo. É São Paulo, a cidade do caos. Vinte minutos me restam pra curtir a nostalgia que cerca viagens. Mas ta no fim. O ônibus está encostando. Eu vejo a placa "Barra Funda". Do lado dela o meu pai, com um sorriso no rosto, ansioso pela minha chegada. Hora de secar as lágrimas e aceitar que eu voltei. "Oi pai, que saudade! Enfim em casa."
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Sobre passados e presentes...

Eu não sei nada sobre você, é verdade. E não me engano, não procuro você em todas as redes sociais na tentativa de saber o que você fez nesses anos que te esperei. Te esperei porque sabia que ia te encontrar, sem saber quando nem onde. Eu sei muito bem que você viveu uma vida sem mim, assim como tenho muitas histórias das quais você não faz parte. Mas sabe, não me interessa se sua ex mora em São Paulo ou em Curitiba, ou se você ficou com ela um ano ou um mês. Não quero saber de que lado da cama ela dormia, nem de como ela te acordava pela manhã desde que agora quem esteja na sua cama seja eu. Não me importa o lado, você pode escolher. Eu nem preciso ser seu primeiro pensamento do dia, desde que seja o primeiro quando você quiser conversar, chorar. Nem faço questão de que você seja cavalheiro o tempo todo, que seja só alma. Seja corpo também, quando tiver que ser. Seja mais alma, ou mais corpo, mas seja os dois. Me ligue quando quiser ligar, me beije quando quiser beijar. Não temos mais idade pra esses joguinhos de "te quero não te querendo". Porque eu sou efusiva mesmo, quando eu quero, eu quero. E eu tenho. Seja você, com todos os defeitos que eu vou amar. Com todas as risadas que eu vou guardar de recordação. Se lembre de me deixar brava, eu adoro quando você me puxa de volta pra você. Me aqueça no frio, me abrace mesmo quando eu não precisar. Me sintonize pra você, do seu jeito que já faz tanto parte de mim. Mas não se esqueça de ser verdadeiro. E me desligue antes de ir embora.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Ainda não encontrei.

Estaria mentindo se dissesse que não. É verdade, procuro em todos os corpos encontrar você. Procuro o seu sorriso quando me via virando a esquina, as suas mãos no bolso suando de nervoso. Procuro o piercing na sobrancelha que você um dia quis colocar e bateu na minha porta pra me mostrar. Procuro você encostado na grade em frente do colégio quando agora eu saio da faculdade. Procuro seus dedos entre os meus quando toca a nossa música. Procuro o seu carro em do outro lado da rua, mesmo em outra cidade. Procuro seus olhos pequenos me fitando enquanto eu falo no telefone. Procuro a sua compania até o ponto de ônibus. Procuro a sua voz rouca que ainda sussura as palavras que um dia passaram pelos meus ouvidos. Procuro seu andar desajeitado em cada passo que eu dou, sozinha ou não. E agora outros olhos me fitam, outra voz tenta me seduzir, outro carro está estacionado aqui em frente. E jajá eu preciso ir, tem gente me esperando no hall do predio. E eu continuo a te procurar em todos os homens que ousam tentar me conhecer. E não me conhecem, não como você.
segunda-feira, 23 de maio de 2011

Existem dores que latejam fundo, doem ardido. Existem certezas que martelam na mente, dúvidas que jamais serão respondidas. Questionamentos que eu insisto em me fazer pra tentar entender cada atitude sua, cada erro que você insistia em defender. Queria entender suas razões, seus motivos. Você reconstruiu sua vida e destruiu a minha. E dói. Dói bastante. Dói lá dentro. Eu não sei o que dizer, o que perguntar, o que afirmar. Eu só queria conseguir escrever. Então só fica registrado que eu queria sentir sua falta, queria escrever sobre você. Queria dizer o quanto você fez parte da minha vida e da minha história. O quanto você me abraçou quando eu precisei. O quanto eu te quis por perto. Mas eu não consigo. Você matou aos poucos o maior amor do mundo. Você morreu devagar, e levou contigo cada pedacinho do meu sorriso. E agora você se foi de verdade. E agora eu sei que acabou. E quando acaba, dói mais ainda.




