sábado, 29 de janeiro de 2011

Agora


E quer saber? Chega de viver o presente preocupando-me com o dia de amanhã que talvez não chegue. Chega de esconder de mim mesma o que eu sempre quis. Os meus sonhos? São meu presente e meu futuro, meus planos e minhas conquistas. Estas que vou lutar pra que se tornem realidade. Desculpe, mas não consigo enxergar como erro seguir algo que é paixão desde que me conheço por gente. E que eu meta então a cara a tapa, que lute, que caia, que morra. E eu sou feliz assim, com toda minhas inconsequências, minhas loucuras e minhas inconstâncias...Feliz agora.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Perder


Perder a esperança é como tentar voar sem asas, sabendo que o próximo passo é o chão logo embaixo de você. É perder o que te segura quando as forças que te empurram pro abismo são tantas. É saber que nada mais vale a pena. Eu perdi minhas esperanças em você, por todos os atos que hoje me fazem acreditar que você não existe. Você foi a mentira mais bem contada que alguém me fez acreditar, e tentou me pregar peças que eu prefiro esquecer. Você me fez crer que eu não era capaz de ser feliz sozinha, com os meus passos, os meus caminhos e os meus sonhos. E hoje eu te desprezo por isso... porque eu sei que eu sou capaz de muito mais, olha só aonde eu cheguei. Eu percorri os caminhos que você crucificava, eu chorei, mas fui feliz. E eu te agradeço por ter me mostrado o que é também perder a coragem. A coragem de apostar em alguém que não aposta em mim. Obrigada por me mostrar que seus caminhos não me levariam aos teus braços, não me levariam a lugar algum. Obrigada. Segui meu trilho, minha vida...e minhas lágrimas me levaram a um lugar que você invejaria, mas é muito cego pra conseguir enxergar. Enquanto você fica no conhecido e no pré estabelecido, andei por lugares jamais visitados, conheci os altos e baixos. Foram muitos os tombos e os arranhões, mas eu sobrevivi, melhor e mais forte do que nunca.

domingo, 2 de janeiro de 2011

2011


02:30 da manhã. Passada toda a euforia, os gritos e os fogos do fim daquele ano que hoje já me parece tão distante, me peguei ali, na beira daquela fogueira pensando no futuro que me esperava, nos 365 dias que eu teria pra realizar todos os sonhos que eu tanto almejo. E eu assistia aquela cena pedindo tanto pra que todas as tristezas e todas as lágrimas fossem queimadas como aqueles pedaços de madeira, que nem imaginavam o que se passava pela minha mente. E eu percebi meu olho umidecer sem que eu pudesse controlar, eu olhei pro céu e eu vi tantas estrelas ali me observando. E me senti tão frágil, como se não pudesse fugir delas, não pudesse esconder o quão fraca estou ultimamente. E ao mesmo tempo que sou tão incapaz, desejo com todas as forças que me restam realizar o que eu sei que me fará feliz. E aguardo, impaciente, decisões que já não dependem de mim. E assim me torno forte, sabendo que o futuro é tão incerto quanto a minha felicidade. Tão incerto quanto as forças que eu ainda seguro pra me manter viva... e vivo tentando fazer da minha existencia algo não tão complexo, mesmo que pra isso eu precise traçar planos e correr atrás deles, pra me certificar que ainda sobrevivo, que ainda existo. O ano se foi pra me provar que eu posso ser forte mesmo sendo tão fraca. 2011 vem pra me certificar que o esforço, mesmo que incerto, vai me levar pra um lugar onde vou encontrar a minha paz... onde as estrelas não vão me amedrontar. Vem 2011, vem e traz contigo tudo o que eu preciso! UNESP (L)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nothing Lasts Forever


Eu ainda não entendo a facilidade que você teve pra virar as costas e caminhar sem ao menos olhar pra trás. Eu não entendo como você conseguiu desfazer todas as promessas que me fez nos últimos meses e simplesmente ir embora. Mas, como a mulher de fases que sou, sei que esta é apenas mais uma... uma que vai demorar pra passar. E sabe, nada dura pra sempre. Nem o meu amor por você e muito menos essa dor que sinceramente tá me matando. Você não foi o primeiro que dividiu comigo as estrelas que o céu pintava na minha janela, mas foi nelas que eu enxerguei o seu nome outro dia... Apesar de tudo eu não vou desistir de mim mais uma vez... você me ensinou que a única pessoa que pode me fazer feliz sou eu mesma. Você não desistiu de mim quando eu já havia desistido, e só isso já paga todas as lágrimas que estão molhando o teclado agora. Aprendi também que quando a gente ama a gente tem que deixar livre... então vai meu amor, mas por favor volta!

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Desenho por Rafael Becerra.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

É ele


Ei você. Eu sei que você me vê sair de casa todos os dias e me encara enquanto espero meu ônibus na rua de baixo. Eu sei que você sai 10 minutos antes do trabalho pra ver se me encontra na volta para casa. E se me vê do outro lado da rua você atravessa na tentativa de chamar minha atenção. E sabe, você conseguiu. Eu admiro a paciência que você tem de analisar cada traço da minha fisionomia. Eu acho lindo o respeito e o cuidado que você tem com as palavras quando se refere a mim. Eu sinto sua respiração no ritmo da minha quando vem me cumprimentar. Eu percebo os seus olhos em mim mesmo quando estou longe e distraída. E o melhor de tudo é que você me conhece melhor do que ninguém. E me entende melhor do que ninguém. E me trata melhor do que ninguém. E além de tudo você sempre foi meu companheiro, confidente, amigo. Talvez você tivesse razão quando me ligou semana passada, dizendo que podíamos ser mais juntos. Podíamos ser o melhor de nós dois. Eu acho que eu sempre soube e você também. Nossas vidas foram feitas uma para a outra, nossas características moldadas para os defeitos um do outro. O seu corpo é o encaixe perfeito do meu, com a estrutura exata pra suportar os tantos pesos que trago comigo. Eu tentei esconder de mim mesma, por anos, o quanto as minhas imperfeições fazem das suas insignificantes. O quanto somos tão desajeitados separados, mas imbatíveis juntos. Mas está na hora de enfrentar, de aceitar. Talvez seja verdade que eu amo o seu sorriso, o seu andar, o seu jeito despreocupado de contar o que fez durante o dia. Inevitavelmente, eu sou apaixonada pela pessoa que você se tornou na minha vida, apaixonada por você.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Adeus


Eu digo Adeus. Vou-me indo por aí, sem caminho, sem destino. Quero correr todos os campos floridos que encontrar, nadar em todos os oceanos que eu puder. Deixa eu tomar esse banho de chuva, rolar na grama como uma criança. Deixa, deixa eu ser... Deixa eu ser inconsequente e imatura só mais uma vez...enquanto é tempo. Vou viajar, conhecer países e lugares que eu nunca vou esquecer, vou falar com gente estranha e fazer amigos na fila do pão. Quero pular de paraquedas e mergulhar nas Ilhas do Caribe. Deixa eu viver, deixa eu viver. Eu tenho pressa, pressa de sentir o vento no meu cabelo, de sentir as gotas no meu rosto. Eu tenho pressa de respirar esse ar que oxigena o meu sangue e me traz a vida. Deixa eu ir, sem data marcada pra retornar, sem passagem pra voltar. Deixa eu ir, deixa eu ser, deixa eu viver, deixa eu procurar... e diga a todos, que só volto quando me encontrar.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desejaria mil vezes que sua mãe tivesse tido dor de cabeça naquele dia. Ela não teve, você nasceu. E o pior, me conheceu. Esbarrou em mim e derrubou todos os meus livros, bagunçando todas minhas folhas e depois, toda minha mente. Desculpe a rima, mas não consigo evitar, tudo que eu escrevo sobre você acaba virando poesia. E você não merece ser na minha vida, nem aquela frase que digo toda vez que chuto o dedinho na quina da cama. Você é um idiota, que não tem nada na cabeça e no coração. E o problema é justamente esse, eu sempre achei que poderia completar esse vazio. Eu não sou o suficiente, sou mais que isso. Eu sobro. E essa parte que sobra dói toda vez que você diz que não tem certeza. Decorei suas palavras, mas nunca as entendi.

Desisto de te deixar explicar, sua vez acabou.


(Desconheço Autoria)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

...


E o meu maior medo era te ver assim, tão entregue, tão disposto, tão presente mesmo com todo o seu passado. Me assustava te ver querendo me fazer bem, querendo apagar de mim tudo o que me fez ser o que eu sou hoje, tão desconfiada, tão inacessível. Talvez você também tivesse medo, medo das minhas reações, medo dos meus medos. E mesmo assim queria estar comigo, apenas estar comigo, sem cobranças, sem clichês, sem rótulos. Você não precisava de uma aliança no dedo nem mesmo sair por aí dizendo que eu era sua e só sua, pra você bastava que eu fosse sua enquanto estivesse com você. E eu não vou negar que eu gosto de você, gosto sim. Mas por gostar não vou me permitir entrar nessa falta de compromisso. É verdade que eu andei meio sem rumo ultimamente, estive em muitos abraços e dormi várias vezes pensando em outros, mas eu continuo aqui, debaixo de toda essa proteção. Continuo a mesma menina que não consegue te beijar e esconder, que se controla pra não gritar pro mundo que meu lugar é do seu lado. Mas maior que o medo que eu tenho de te ver assim, é o medo que eu tenho de me ver aqui, sabendo que você vai ler esse texto e vai achar que é hipocrisia. Me desculpe se eu não sou tão transparente quanto você gostaria, me desculpe se o meu medo é maior que a minha capacidade de correr até você, me desculpe...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Não jogo mais.


Eu preciso aprender que beijos não são compromissos. Que palavras nem sempre são tão verdadeiras quanto parecem ou quanto eu desejo que sejam. Que mentiras são ditas frequentemente e atingem você quando você menos espera. E quer saber, nem tudo é tão real quanto parece. Eu cresci tentando ser forte o suficiente por mim e pelas pessoas ao meu redor. Eu sempre fui aquela que nunca deixa transparecer quando está mal. Mas eu conheço muito bem os lugares mais escuros que você pode imaginar, eu já estive lá. E sim, é real. É tão real que às vezes eu continuo me sentindo tão perto que choro de medo de retornar. E é um medo que me consome e me apavora. Me apavora porque daquele lugar ninguém pode me tirar. É algo que eu tenho que querer fazer, só eu. E é por isso que eu tento não acreditar em você. Não levar a sério seus beijos, suas palavras e suas mentiras. Mas infelizmente eu não sei fingir. Eu não sei jogar esse seu joguinho que tanto te diverte. Eu ainda acredito em mim, e no potencial que eu tenho de te fazer mal e te fazer bem. E você sabe o quanto me tira do chão, o quanto me faz segurar a respiração. Não vou mentir. É verdade. Eu sempre joguei com você, conheço suas regras e seus truques. Eu pratiquei a vida inteira a aterrissar com meus próprios pés, a te manter no ataque mas nao me machucar, mas esse movimento de se apaixonar ainda insiste em me fazer cair, e aí já era. Porque você ofusca a minha visão, você confunde os meus pensamentos. E colocar o coração pra jogar com você é injusto, é imaturo, é irresponsável.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Passado


Não vou negar o meu passado e todos os erros e consequências que ele carrega. São tantos, são muitas. Eles me afetam e me consomem até hoje e construiram quem eu sou, com toda culpa, toda carência e todo medo. E por conhecer esse filme, insisto em colocar na sua mão essa corda que eu puxo com tanta garra e faço você segurar tão firme que mesmo se quisesse não soltaria. E eu te arrasto com todas as forças que ainda me restam, numa tentativa frustrada de te tirar desse pesadelo que só você não enxergou o fim. E essa corda me sufoca e me dilacera a cada passo, cada movimento. Tá ficando pesado. Não suporto o peso que você traz consigo. É demais pra mim. Eu não aguento te ver segurando esta corda com uma mão, sendo que a outra agarra um passado remoto e distante, um passado que vc insiste em fazer ser seu presente. Tô aprendendo que não basta apenas eu querer te ajudar, querer ser seu alicerce e sua segurança. É preciso que você se disponha, se entregue, chore, grite, esperneie, mas olhe pra mim. Mantenha seus olhos nos meus e não deixe que nada te faça olhar pra trás. Mas você não o faz. E por isso eu preciso desistir. Preciso desistir porque se eu não te soltar agora, vamos os dois praquele lugar sombrio de novo. E eu não tenho condições de ir pra lá novamente, não conseguiria voltar. Por isso eu tô soltando a corda. Pronto. Ela tá amarrada no meu pulso, mas você não mais a segura. Eu continuo aqui, presente, assistindo a sua vida de fora, acompanhando cada lágrima que você ainda derrama. Agora sente, feche os olhos, escute o silêncio que você provocou. Sinta a minha ausência e a falta do calor por perto. Você escolheu este lugar, não vou te obrigar a sair. Mas a corda continua aí, são apenas dois passos pra que você a alcance. Eu continuarei aqui, durante toda a minha vida. Quando você desistir de ser triste, apenas segure-a, e eu estarei do outro lado, pronta pra te ajudar a caminhar. E estarei firme, com o mesmo abraço de sempre, com a mesma voz que você procurava no telefone, com o mesmo perfume que vezes você tentou gravar o cheiro. Estarei aqui. São dois passos. Apenas dois passos.